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Years & Years concede entrevista à revista Wylde

Years & Years concede entrevista à revista Wylde

É oficial: Years & Years são os artistas mais quentes de 2015. Assim que o single Kink atingiu o topo do charts, os garotos nos visitaram e contaram para a Wylde sobre a fama, moda e fãs gritando.

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Foto: Divulgação

Years & Years, uma das novas bandas mais excitantes do Reino Unido, apareceram na Wylde HQ e estão nos presenteando com seus sonhos mais estranhos. Sonhos relacionados com o selo do baixista Mikey é logo superado por recente som de maestro de Emre: “Eu tive um realmente estranho semana passada: Eu estava sendo mantido refém por uma gangue estilo Mad Max, dirigido por um jovem Christopher Walken, em um deserto apocalíptico. Eles estavam indo por aí assassinando pessoas e eu tinha que ir junto com eles e fingir que eu estava bem com isso e em um determinado momento fazer parte da gangue. Eu estava constantemente tentando fugir, mas Christopher Walken continuava me pegando! Mas então ele foi reabilitado e teve sua própria comédia!”

Eles nem sequer estiveram juntos por tanto tempo em sua atual encarnação: no momento de nossa entrevista, pouco menos de um ano. Mikey Goldsworthy deixou sua nativa Melbourne há cinco anos e ficou com Emre Turkmen pouco depois de chegar ao Reino Unido. Eles compartilhavam o amor mútuo por Radiohead e Flying Lotus e decidiram fazer música juntos, experimentando como eles se deram bem. Em um ponto haviam cinco membros da banda, “incluindo um trompetista!”, adiciona a peça final do quebra-cabeça, o cantor Olly Alexander. Olly é discretamente carismático e tem o tipo alma de voz branca que faz você piscar os ouvidos quando toca na rádio. Mas em um mercado lotado de Sam Smith e John Newman, o maior registro de Olly entrega um frisson (um forte sentimento súbito de excitação ou medo; uma emoção.) de um gênero não específico todo seu.

E frisson, para dizer o mínimo, é o que Wylde experimentou quando nós pegamos o trio tocando um show as escondidas para os fãs no East End de Londres, poucos dias antes da entrevista. Nos chame de à moda antiga, mas nós não conseguimos lembrar a ultima vez que garoto gritaram com uma banda masculina. Meninas, claro… mas meninos? E depois de apenas dois singles?

Wylde: Qual é a sensação de ter mulheres e homens gritando pra vocês?

Emre: Eu acho que você está exagerando… talvez você estivesse na seção die-hard!

Wylde: Vocês gostam de tocar ao vivo?

Emre: Sim, é por isso que temos um baterista agora, Dylan, que faz shows com a gente. Nós sempre decidimos isso, mesmo que a música que fazemos seja muito eletrônica e meio que dançante, quando fazemos um show ao vivo, queremos ter certeza que será o mais “humano” possível. Há limites mas nós nunca queremos ser como “aperte o Play”. Quando eu vou a um show eu quero ver as pessoas fazendo coisas vivas.

Wylde: Existe algum artista que você acha que faz isso muito bem?

Mikey: Little Dragon são realmente bons, com um conjunto semelhante: um cara no baixo, seção rítmica e cantor. Nós já os vimos um monte de vezes, e é tão legal, eles conseguem transformar um lugar em que estão tocando.

Wylde: Julgando pela histeria que testemunhei, vocês vão estar nesta marca muito em breve!

Emre: Um monte de gente fica com raiva de mim por não estar mais entusiasmado com o que está acontecendo conosco. Tipo quando eu digo às pessoas o que está acontecendo, elas ficam tipo “Por que você não está pulando?” e eu digo, tipo: “Eu não sei!”. É estranho porque nós somos apenas os mesmos três rapazes, só nós três.

Wylde: Você parece muito normal!

Emre: Normcore!

Wylde: Vocês tem groupies? [olhares de horror em volta] Onde há gritos, há groupies, eu diria!

Olly: O que é um groupie? Alguém que grita no seu show?

[Wylde se apaixona por Olly nesse ponto!]

Wylde: Er, um pouco mais do que isso!

Emre: Alguém que quer dormir com você…

Olly: Ah, OK!

Emre: Duas meninas tentaram ficar na casa de Mikey depois do show. Nós fomos para nosso estúdio beber e essas garotas foram bastante amigáveis! Elas vieram de muito longe e elas precisavam de um lugar para ficar. Mikey estava bastante bêbado!

Mikey: Eu não me lembro de nada!

Wylde: Isso são groupies! Alguma outra história com fãs?

Mikey: Eles nos amam na Polônia! Eles nos dizem que eles não recebem muitas bandas lá até se tornarem grandes, então, é bom ver a gente antes de qualquer outro lugar. A reação deles quando chegamos lá foi incrível. Alguns fãs poloneses nos fizeram algumas camisetas dizendo (Y&Y single) Take Shelter nelas.

Emre: Fãs poloneses são muito entusiastas… realmente obsessivo. Porém nós tocamos na França, e isso foi muito legal. Ah, e alguns russos nos deram um conjunto de bonecos pintados por eles que se pareciam com a ente. Eu e Mikey dentro de Olly!

Foto: Divulgação

Emre: Olly sempre escreve as letras.

Olly: Eu escrevo um monte de coisas no piano primeiro, para ter uma música que eu possa tocar lá e então eu levo isso para os rapazes. Eu mesmo aprendi a tocar. Por um tempo eu quis ser pianista, mas eu não acho que eu era bom o suficiente.

Wylde: Você é ator também, né? Eu assumo, estar em uma banda e escrever é muito diferente de atuar, então você apenas interpreta as palavras de outras pessoas, não é?

Olly: Eu parei de atuar. Eu estava achando muito frustrante. Às vezes você pode ter uma experiência realmente  gratificante como ator, mas acho que é muito mais gratificante fazer música.

Wylde: Vocês parecem ser uma banda bastante “moda-y” [Saint Laurent tem dado roupas a eles, eles estão na moda-forward selo Kitsuné, e a banda fez um ensaio para a Vogue Italiana, pouco antes dessa entrevista]. vocês estão confortáveis com isso?

Mikey: Eu amo isso!

Olly: Mikey fica bem em camisas e roupas inteligentes! Ele é o dandy (uma homem preocupado com a roupa e aparência) da banda!

Emre: Eu sou provavelmente o menos convincente… mas tudo bem!

Wylde: [para Olly] Você parece gostar do tipo de estilo skate-y, você anda de skate?

Olly: Eu queria poder! Na escola eu sempre quis estar no grupo skatey. Embora eu costumasse andar de patins.

Emre: Eu patinei no gelo uma vez. Eu passei por cima dos dedos do meu primo com a lâmina. Não cortou fora, mas…

Wylde: Legal! As coisas estão acontecendo muito rápido para vocês agora, ao que parece. Que conselho você daria a seus egos de dois anos atrás?

Emre: Eu diria pra mim mesmo: “Não se preocupe muito, apenas aproveite isso o quanto você puder. E seja mais aberto, musicalmente.” Porque eu costumava fazer música por conta própria no meu quarto. É muito mais divertido.

Olly: Eu aprendi que as pessoas em shows realmente respeitam honestidade. Eu às vezes fico muito paranoico sobre eu não ser um homem do palco ou um cantor bom o suficiente, ou que eu não tenho o artifício suficiente no palco, mas eu acho que eu posso apenas dizer para mim, “acredite que o que você está dizendo e o que você está fazendo é bom… é a sua história”. Isso é o que eu aprendi, eu acho.

Wylde: Você não se sente tão confiante sobre o que você faz?

Olly: Tem me tomado um bom tempo.

Wylde: Ah, você nunca nos contou sobre seus sonhos mais estranhos, Olly…

Olly: Não é muito emocionante… mas eu continuo a ter sonhos recorrente de que o mundo está acabando!

Wylde: Não é muito emocionante? Bem, talvez quando você é o cantor em uma das bandas mais quentes de 2015, o apocalipse pode parecer pouco perto de um anticlímax!


Fonte: Wylde

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